Lutemos unidos para vencermos a crise e retomarmos o crescimento econômico do Brasil

A crise econômica que instalada no Brasil é um problema que afeta cada um de nós independentemente de qual agremiação ou sigla partidária sejamos defensores ou simpatizantes. 

A verdade é que o atual sistema político brasileiro, o qual engloba todas as agremiações políticas, está ultrapassado e contribuiu decisivamente para que tal situação se instalasse em nosso país.

Precisamos reconhecer que em um passado bem ressente o Brasil esteve muito melhor que atualmente. Isto mostra que nem todo governo é completamente perfeito ou completamente imperfeito. Assim não vale a pena nos tornarmos omissos diante das adversidades, muito menos aderirmos a torcida do quanto pior melhor. Porque todos nós, sem exceção, estamos afetados direta ou indiretamente pelos resultados da ingovernabilidade que o nosso atual sistema político está submetendo o Brasil.

Precisamos urgentemente desmontarmos os palanques políticos, deixarmos de lado as bandeiras partidárias, as divergências de opiniões e nos darmos as mãos por uma causa que é de todos nós.

Brasileiros e brasileiras, lutemos unidos e de forma organizada, para vencermos mais esta crise e retomarmos o crescimento econômico do nosso país. É a nossa qualidade de vida e o futuro dos nossos filhos que estão em jogo.

Cada um de nós precisamos sairmos da ociosidade e nos tornarmos mais produtivos perante esta nação. Não há futuro promissor para uma pátria onde para cada 1 (um) trabalha há meia duzia que só observa.

Lutemos pelo fim da corrupção e por punição exemplar para corruptos e corruptores

Com ou sem mandato eletivo outorgado pelo povo de forma democrática, todos nós somos cidadãos com direitos a usufruirmos e deveres a cumprirmos. 

Um dos nossos deveres é o de lutarmos contra a corrupção que assola este país de ponta a ponta.

Precisamos nos unirmos em cada canto deste Brasil, para exigirmos mudanças no atual sistema político, o qual por si só é um convite irrecusável para que os desprovidos de caráter, de princípios éticos e morais, ingressem em tal sistema, ampliando as estatísticas da corrupção política. 

Todos nós, tanto autoridades públicas quanto pessoas cíveis, podemos e devemos dar nossa parcela de contribuição neste combate. Parcela esta que pode e deve ser dada através do voto consciente, através de um trabalho voluntário de politização, o qual pode ser feito quando e onde estiverem reunidas mentes pensantes. 

O resultado disto é que, depois da luta, nós e nossas futuras gerações, usufruiremos de um importante direito, o direito de vivermos em um país mais justo, mais igualitário e mais moralizado. 

Temas polêmicos: A favor ou contra?

Muitos cidadãos e cidadãs brasileiros, principalmente os que compõem a classe política, tem grande dificuldade de esterarem espontaneamente suas posições diante de temas polêmicos cujas discussões não avançam ou seguem lentamente no âmbito dos poderes públicos constituídos. Ao contrário destes, faço questão que a sociedade conheça claramente meus posicionamentos diante de cada um destes temas.

A FAVOR DA REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL PARA 16 ANOS.

Se aos 16 anos de idade o cidadão sente-se apto a votar, casar, trabalhar, gerar filhos, bem como é capaz de matar, roubar e etc, por que não responder na forma da Lei pelos seus crimes praticados? 

Nos tempos atuais, com amplo acesso a educação e a informação, aos 16 anos o cidadão e a cidadã, gozando de sanidade mental, já possui personalidade formada, sendo conhecedor dos seus direitos e deveres em meio à sociedade em que vive. Portanto, sem delongas, devem sim responder pelos seus atos e por isto sou favorável a redução da maioridade penal para 16 anos.

No entanto, é também um fato que o sistema penitenciário brasileiro atual, com um déficit de mais de 230 mil vagas, não suportaria a nova realidade. Mas isto não impede que nossos governantes façam os investimentos necessários para uma adequação do sistema. O que não pode é continuar prevalecendo a impunidade. 

CONTRA O ABORTO. A FAVOR DA VIDA!

É tão comum ouvir assuntos de bioética se relacionando com religião que chegamos inevitavelmente a concluir que a decisão de ser favorável ou não ao aborto depende unicamente do credo que se professa. Nada mais falso. Não se trata de obediência a uma doutrina, a uma norma eclesiástica, nem tampouco a total inobservância de tais diretrizes o que faz uma pessoa se posicionar adequadamente aqui. Trata-se de uma questão anterior a própria religiosidade, que parte da própria condição de sermos e existirmos como ser humano, esse animal racional que pensa, decide e age livremente.

Aborto em caso de gravidez não planejada? Se este feto é gente, tem direito de viver, como seus pais.

Aborto em caso de família pobre? Se este feto é gente, tem direito de viver, como todo pobre.

Aborto em caso de estupro? Se este feto é gente, tem direito de viver, como a mãe que também é inocente.

Aborto em caso de má-formação? Se este feto é gente, tem direito de viver, como toda pessoa doente.

Legalizar o aborto porque muitos já o cometem? Se este feto é gente, teríamos que legalizar o homicídio porque muitos também o comentem.

Legalizar o aborto seria uma questão de saúde pública? E as superlotações nos hospitais, as filas do SUS, a falta de medicamentos, a ausência de médicos, não são também questões de saúde pública? E por que não resolvemos então?

Não há brechas. Ou todos são iguais e possuem o direito de viver, ou ninguém o tem.

O que precisamos quanto sociedade brasileira é lutar para fazermos valer nosso direito a saúde pública de qualidade. Neste caso através de políticas públicas e de maior investimento no apoio a educação, aos jovens e as famílias. Diante das excepcionalidades também se faz necessário compreendermos que, podemos melhorar muito como sociedade, porém jamais seremos uma sociedade perfeita e completamente livre de problemas do tipo.

CONTRA A LEGALIDADE DA MACONHA. 

A discussão sobre a legalização ou não da maconha, no nosso país, nada mais é do que uma irreparável perca de tempo da nossa sociedade. A necessidade urgente é de uma discussão ampla, visando combater de forma eficiente a produção, o tráfico e o consumo de todas as drogas ilícitas no Brasil. Uma discussão que nos traga, sobretudo, entendimentos, definições, ações significativas que resultem na libertação do Brasil, do câncer social que tem sido as drogas. Não podemos é continuarmos aceitando essa omissão, tanto dos nossos governantes quanto da nossa própria sociedade brasileira, enquanto nossas famílias são destruídas. 

Além do mais, do que adiantaria legalizarmos a maconha, mantendo o mesmo tratamento em relação aos traficantes e usuários das demais drogas, como o crack e a cocaína? 

O primeiro resultado seria o aumento do consumo, devido ao baixo custo que teria esta droga, que também é nociva à saúde e a sociedade. Exemplo disso, temos à Holanda, país europeu que legalizou a maconha e logo registrou um aumento de 400% no consumo da mesma. Vale salientar que estudos comprovaram que, a partir do uso da maconha, aumentam em 56% as chances de o indivíduo passar a usar outras drogas. 

Apesar da grande divisão de opiniões em relação a este tema, não existem no mundo inteiro, históricos de resultados satisfatórios, que justifiquem a descriminalização da maconha. 

A realidade que assola o mundo inteiro, no tocante as drogas, é realmente desesperadora. Tanto é que, apesar de muitos não reconhecerem, os grandes especialistas no assunto acreditam que, o mundo já perdeu a luta contra as drogas. No entanto, como toda questão de saúde pública, esta deve ser fortemente enfrentada. Eu defendo que o que precisamos em caráter de urgência urgentíssima, é potencializar ainda mais o enfrentamento e a prevenção, sobretudo ampliando os investimentos, discutindo e desenvolvendo políticas públicas que nos assegurem maior eficiência, seja no combate ao tráfico, na prevenção ou no tratamento da dependência. 

 A FAVOR DO CASAMENTO CIVIL ENTRE PESSOAS DE MESMO SEXO.

A primeira observação que faço é que vivemos em um estado laico. E aqui um dos discursos mais utilizados entre cidadãs e cidadãos brasileiros é o discurso da defesa da “igualdade de direitos”. Porém infelizmente é característica da nossa sociedade brasileira uma contradição preconceituosa, onde muitos dos que se dizem "defensores da igualdade de direitos”, de fato se opõem ao casamento civil entre pessoas de mesmo sexo. Isto ocorre geralmente por dois motivos: por homofobia, ou por tentativa de imposição de determinada religião. No entanto, livre de qualquer preconceito, precisamos compreender no que de fato se consiste à igualdade de direitos. 

Precisamos reconhecer que, “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e igualdade de direitos.” Assim reza o Art. 1º da Declaração Universal Dos Direitos Humanos. E o Art. 7º  desta mesma Declaração acrescenta: “todos são iguais perante a lei e, sem distinção, tem direito a igual proteção da lei”. 

É sabido que apesar da Constituição Federal de 1988 e do Código Civil definirem o casamento como sendo de homem e de mulher, o casamento igualitário está garantido no âmbito do Judiciário brasileiro com jurisprudência e regulamentação do CNJ, destinada aos Cartórios, que tem efeito em todo o território nacional. Ainda assim, segue no Congresso Nacional à luta travada por alguns parlamentares, pela efetiva e constitucional formalização da legalização do casamento civil entre pessoas de mesmo sexo, visando alter a Constituição Federal e o Código Civil, sobretudo no trecho que define o que é casamento. 

Ademais é passível de observância que: a finalidade do casamento não é a procriação propriamente dita. Porque se assim fosse, o casamento deveria ser proibido às famílias estéreis, aos anciãos e às mulheres depois da menopausa. Meu entendimento é de que as pessoas se casam porque se amam, tem um projeto de vida em comum e querem a proteção da Lei. Valendo ainda salientar que o casamento civil é amplamente distinto do casamento religioso e não impõe qualquer interferência. No mais, os preconceitos, os credos e conceitos religiosos, os tabus da nossa sociedade, que como eu disse divide um estado laico, são casos à parte. 

Quanto às famílias, cada cidadão ou cidadã tem o livre arbítrio para constituir a sua e dela cuidar, como bem lhe for conveniente dentro daquele que for o entendimento de cada casal. À educação e os ensinamentos dos nossos filhos é uma responsabilidade individual dos pais de cada criança, com o apoio constitucional e político do Estado. Para concluir, antes de darmos lugar a qualquer tipo de preconceito, especialmente no que diz respeito ao casamento civil entre pessoas de mesmo sexo, como se esse atentasse contra à família e nossas tradições, precisamos lembrar e justificar dentro deste entendimento, às inúmeras histórias de fracassos das quais foram vitimas, famílias que os preconceituosos às consideram “normais”.  

A FAVOR DAS PRIVATIZAÇÕES DE ALGUMAS ESTATAIS BRASILEIRAS. 

Quando pensamos em um país de primeiro mundo, dentre outras características que nos vem à mente, estão a qualidade e a eficiência nos serviços básicos utilizados pela população: educação, saúde, segurança, meios de transporte e etc. 

Quando retornamos a realidade brasileira, passamos a nos questionarmos: Quando o Brasil será um país de primeiro mundo? Isto é possível através do modelo político e da forma de governo atual? Naturalmente passamos a refletir sobre o Brasil atual, onde constatamos a péssima qualidade e a absoluta ineficiência nos serviços básicos, muito embora estes sejam direitos constitucionais da população. 

É preciso excesso de otimismo para um individuo acreditar que um dia seremos um Brasil de primeiro mundo, através do modelo político e da forma governista atual. Um país dominado pela corrupção. Um país com mais de 100 estatais, todas aparelhadas pelo governo, que às utiliza como cabides de empregos e moeda de troca, na busca por apoios políticos.

As privatizações propriamente ditas, nunca trouxeram e jamais trarão resultados negativos para a sociedade brasileira. Muito pelo contrário, em todos os exemplos que temos, registramos imensuráveis melhorias na qualidade dos serviços prestados pelas empresas após privatizadas. Diferente da péssima qualidade da maioria dos serviços prestados pelas nossas estatais. Os verdadeiros problemas são de fato, à falta de transparência, tanto nas negociações quanto nas destinações dos recursos provenientes das privatizações.

Cito aqui dois exemplos simples e concretos, os quais me dão total convicção e segurança para posicionar-me a favor das privatizações de algumas estatais brasileiras. 

PRIVATIZADA

A Cosern, no Rio Grande do Norte, foi privatizada em 1997 e a aprovação do povo potiguar é absoluta. Simplesmente pois estes recordam o sofrimento vivenciado no que diz respeito ao fornecimento de energia elétrica, na época em que esta empresa pertencia ao Estado. Houve uma inquestionável melhora na qualidade da prestação do serviço, após privatizada. 

ESTATAL

A Petrobras que tinha tudo para ser um motivo de grande orgulho do povo brasileiro,  hoje é de fato um motivo motivo de grande revolta e vergonha nacional, diante dos escândalos de corrupção envolvendo a referida estatal, e dos preços dos combustíveis, diga-se de passagem, os mais altos praticados no mundo. 

Isto acontece simplesmente porque o governo utiliza-se da Petrobras e de todas as outras estatais, de forma irresponsável, fazendo-as cabides de empregos e moedas de troca, em busca de apoios políticos. 

A sociedade brasileira, que é quem paga o preço de tamanha irresponsabilidade com a coisa pública, não acredita mais no mito de que “o petróleo é nosso", pois se deu conta de que o governo privatizou para si, a Petrobras.

Os grandes desafios políticos do Brasil atual

Não devemos nos permitir a ilusão de que tudo vai bem neste país. Muito menos achar que os grandes desafios da política brasileira já foram superados. 

Ao contrário do que prega o governo e seus fanáticos, os problemas a serem enfrentados são gigantescos e o futuro do nosso país ainda é incentro. 

Há desafios tão árduos quanto à conquista da nossa ainda jovem Democracia, que embora alguns não percebam, está retrocedendo no governo atual. Sem nenhum pessimismo, mas apenas sendo realista, eu digo que estamos á um passo de uma ditadura branca comunista.

Dentre tantos desafios que estão a nossa frente, cito os mais urgentes. Os quais precisam ser reconhecidos e encarados de frente com o máximo de seriedade:

Precisamos eliminar a corrupção e punir exemplarmente os corruptos e corruptores.

Nunca teremos um Brasil de primeiro mundo, se não eliminarmos a corrupção e punirmos exemplarmente corruptos e corruptores. Nós que defendemos uma Nova Política para o Brasil, precisamos adotar como primeira medida o combate sem trégua à corrupção. Um combate de forma organizada, consistente e eficiente. 

O que não podemos é aceitar a perpetuação da corrupção, muito menos à impunidade dos corruptos e corruptores. 

O gigante Brasil precisa acordar novamente e voltar as ruas. Precisamos ecoar em uma só voz, do Iapoque ao Chui: "NÃO À CORRUPÇÃO" e "PUNIÇÃO EXEMPLAR PARA OS CORRUPTOS E CORRUPTORES".

Precisamos vencer a crise e retomar o crescimento da economia.

Vivemos um momento muito delicado neste país, que ora é conduzido como um barco a deriva, por um governo que perdeu completamente sua capacidade de governar. Neste momento de crises - econômica, política, social e moral -, precisamos desmontar os palanques políticos e nos unirmos visando salvar nossa pátria, restabelecer condições de vida digna e garantir um bom futuro para os nossos filhos. O país está economicamente falido e não podemos aceitar que o atual sistema político continue complicando ainda mais a situação, uma vez que cada partido político só pensa em sua própria sobrevivência no cenário político nacional, sem demonstrar qualquer compromisso com o cidadão brasileiro e com essa pátria.  

Precisamos fazer uma Reforma Política de verdade, a qual atenda os anseios da sociedade brasileira. 

Este é outro gigante e velho desafio do nosso Pais. Promovermos uma ampla e indispensável Reforma Política, a qual consista de fato na readequação da Política brasileira a nossa realidade e anseios atuais. Para isso, mais uma vez eu digo que, o gigante Brasil precisa acordar novamente e voltar as ruas, dizer que não aprova e que não aceita a mini-reforma inútil que o governo e seus aliados promoveram, para tão somente ludibriar a massa e conter as animosidades. Uma Reforma Política ideal somente acontecerá sob forte pressão popular. Por outro lado, resta-nos sabermos o que seria pior: referendarmos uma reforma feita ao bel prazer dos nossos governantes, ou decidirmos por meio de plebiscito, quando a maioria da nossa sociedade ainda é de fato vulnerável a todos os tipos de influências negativas da nossa velha e atual política.

Precisamos salvar a "Nova Classe Média Brasileira" que já retorna para pobreza. 

É gratificante contemplarmos a ascensão de milhões de famílias que passam a integrar a chamada "Nova Classe Média Brasileira". Porém, nesta fase de adversidades e desequilíbrio econômico, a qual vivencia o Brasil, eis outra grande missão: Ao mesmo tempo em que precisamos reencontrar o caminho do desenvolvimento, teremos que salvar esta nova classe média, que já retorna para a pobreza de outrora. 

Para nós conhecedores e conscientes da atual realidade econômica brasileira, o risco destes milhões de famílias retornarem à pobreza é eminente. Neste momento, será digno da parte dos nossos governantes, federais, estaduais e municipais, reconhecerem esta situação e assim abrir o diálogo com todas as camadas da nossa sociedade, para que assim possamos nos unir diante de mais este desafio, de forma que cada um possa dar sua parcela de contribuição, para que não retornemos ao passado de miséria. 

Não sejamos hipócritas ao ponto de fingirmos desconhecer o fato de que uma ampla maioria destes milhões de famílias, "privilegiadas" com o programa social denominado Bolsa Família, estão vivendo acomodadas e improdutivas, desde os grandes centros urbanos, aos mais isolados rincões habitados deste país. 

Pelo bem destas famílias é justo mantê-las assistidas, de forma prioritária, através dos programas sociais de distribuição de renda. Mas também pelo bem dessas famílias e para salvarmos a "Nova Classe Média Brasileira", é hora de "ensinarmos estas famílias a "pescar". 

Caso continuemos omissos, estaremos condenados ao retorno da miséria, pois a bolha econômica ignorada pelos hipócritas, já estourou.

Precisamos levar a prática às igualdades sociais que pregamos e vencermos os preconceitos.

Estamos longe de vivermos em um país de igualdades sociais. Seguimos na verdade em plena convivência com os mais diversos tipos de desigualdades e mitos relacionados a este tema. Ora, o racismo, por exemplo, ainda é tão presente que se faz necessária a obrigatoriedade do uso de quotas para nós negros, tanto nos setores públicos quanto privados. 

O que dizermos da utópica luta pela igualdade econômica à qual jamais alcançaremos? Nós quanto sociedade, jamais consolidaremos as igualdades sociais, diante da ausência de políticas públicas eficientes e em meio aos mais diversos tipos de preconceitos. O primeiro grande passado que devemos dar em direção das igualdades sociais, é vencermos todos os nossos próprios preconceitos e nos unirmos de forma comprometida com esta causa.

Nem de esquerda, nem de direita e nem de centro

Qualquer ideologia que não pense ser justo recompensar os mais competentes, que não reconheça ou não admire o mérito de um indivíduo, é retrograda. E além disso, se esta ideologia promover a acomodação com base na distribuição de privilégios, suprimir liberdades individuais e for permeada por corrupção institucionalizada, enriquecendo os defensores desta ideologia, esta se torna uma enorme ameaça para as famílias brasileiras, pois ficaremos reféns dos vampiros do poder. 

Pessoas conscientes das suas responsabilidades sociais bastam para que uma sociedade livre, produtiva e com sonhos a serem conquistados tenham um equilíbrio entre a ambição e o cuidado com o próximo, sem que um interlocutor (governo) exerça um papel regulador, mas em vez disso, seja um servidor público, na essência da palavra. Ou seja, o governo é empregado da população e não o seu patrão. 

Para isso, os empresários também precisam aprender a dividir para multiplicar e dedicarem-se a causas sociais, pois quanto mais próspera se torna uma população, mais prosperarão os que tem nela a sua clientela. Por outro lado, quanto mais miserável se torna uma população e mentem-se na mediocridade, sustentada por privilégios, mais fácil é de ser manipulada eleitoralmente. Em outras palavras, o egoísmo empresarial é uma burrice e a manutenção da alienação das massas é uma velha esperteza dos aproveitadores eleitoreiros. 

Uma sociedade desenvolvida e próspera é aquela que menos depende dos governos e de suas moedas de troca que mantem o status quo sistêmico. E quanto mais próspera, mais alimentará a sua auto-estima, incentivará a iniciativa e será uma sociedade que sonha em realizar os seus projetos de vida individuais com o seu próprio trabalho.